Como ficaria o Senado Federal se as eleições fossem hoje
Publicado em 05 de janeiro de 2026

Projeção de cadeiras do Senado Federal para as eleições de 2026
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Olhando para essa divisão de cadeiras, fica claro que o comando do Senado não está nas mãos de um único lado, mas sim de um grupo que já conhecemos bem: o Centrão.
💰 Por que o Centrão continua tão forte?
Muita gente se pergunta como esses partidos (MDB, PSD, União Brasil, PP) nunca perdem espaço. A explicação é simples: eles jogam no varejo. Enquanto os grandes partidos discutem temas nacionais, o político do Centrão foca na base. Ele garante a verba para o hospital da cidade, o asfalto da rua e a ponte do interior. Como o eleitor sente o benefício lá na ponta, acaba votando neles de novo. Além disso, esses partidos não têm uma "cor" fixa; eles conseguem se adaptar a qualquer governo para garantir que os recursos continuem chegando.
📊 Por que a esquerda costuma ser fraca no Legislativo?
Existe uma diferença grande entre a eleição para Presidente e a para Senador ou Deputado:
Foco no interior: A esquerda tem muita força nas grandes capitais e entre grupos organizados, mas tem dificuldade de entrar no "Brasil profundo", onde o agronegócio e as igrejas têm mais influência.
Voto de opinião vs. Voto de estrutura: O voto na esquerda costuma ser mais ideológico (por causa das ideias). Já o voto no Legislativo, muitas vezes, é por estrutura. O candidato que tem mais apoio de prefeitos e mais dinheiro para a campanha acaba levando a vaga, e o Centrão/Direita hoje têm mais facilidade com essas alianças locais.
⚠️ Como isso pode atrapalhar o governo Lula?
Para o governo, esse gráfico é um sinal de alerta. Na prática, significa que Lula não manda sozinho.
Dependência total: Para aprovar qualquer projeto, o governo terá que "comprar briga" ou, o que é mais comum, dar cargos e verbas para o PSD, MDB e União Brasil. Se esses partidos não estiverem satisfeitos, os projetos do governo simplesmente não andam.
Barreira na oposição: Com o PL (partido de oposição) sendo a maior bancada (11 cadeiras), o governo terá um fiscal duro o tempo todo. O Senado é quem aprova nomes para o STF e pode até abrir processos contra o presidente. Com uma oposição forte assim, o governo precisa pisar em ovos para não sofrer derrotas pesadas.
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